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| Não há bons frutos sem boas flores, parece anunciar a cerejeira da minha escola. |
Correram serenos, estes três meses com os meus alunos.
Sem que eu saiba o porquê, os de 12º ficaram mais passivos a partir do Carnaval. E o rendimento baixou. Tentei escutá-los, na análise a que, como sempre, convidei cada um, mas as razões mais profundas continuam a escapar-me.
Os de 11º, que vão ter exame nacional, estão mais apostos. Nos pequenos trabalhinhos práticos que fizemos estiveram impecáveis. No resto, ou seja, na parte (mais) teórica não é fácil para eles aceitarem que a loucura em que as escolas caíram, enchendo pautas de vintes, são uma mentira e uma indecência, a que estamos mais ou menos cegos. Lá perceber, eles percebem, sempre que o digo, mas existe a competição típica num universo alargado e é compreensível que todos queiram o “melhor” dos mundos para si, digamos, para simplificar.
Seja como for, eu ainda não cheguei ao “éden” da perfeição classificativa, nem quero alcançá-lo. Basta-me que os meus alunos saibam que luto pelo melhor para eles e para todos. E sei que muitos o sabem.
No mais, «até ao lavar dos cestos é vindima».
Isso lhes disse.
José Batista d’Ascenção







