quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Degenerescência do exercício juvenil da democracia

Ontem, na escola, à hora a que me dirigia aos serviços de reprografia, quando ia atravessar a sala dos alunos, vi-me impossibilitado de o fazer porque os jovens estavam à cunha naquele espaço. O barulho, esse era ensurdecedor.

Já no (simples e bonito) gradeamento do quarteirão que a escola ocupa, pendurada para o lado da rua, abundava extensa farrapada, com expressões vagas…

Um antigo professor da escola, que circulava por ali, interrogou-me sobre o que era aquilo. Adiantei que o motivo justificativo (ou o pretexto) seria a “campanha” de listas para a Associação de Estudantes.

Impressiona-me que falemos tanto de cidadania e consintamos procedimentos que tais. Felizmente, hoje, o sossego voltou à minha (querida) Escola e as lonas propagandísticas foram removidas. Se foi por acção da Direcção muito me apraz.

Não deixei de comentar os acontecimentos com alunos meus. Perguntei(-lhes) se ficaram elucidados acerca das propostas de acção e sobre as qualidades dos proponentes. Disseram que não e pareceram-me tão incomodados como eu.

Era bom que fôssemos mais exigentes e menos permissivos com arremedos degradantes do exercício da cidadania na(s) escola(s).

As democracias no mundo estão em regressão. À escola devia caber um papel construtivamente preventivo.

De outro modo, acabaremos pior (ainda) do que estamos.

José Batista d’Ascenção

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