sexta-feira, 15 de maio de 2026

O ritmo, a idade e algum cansaço

Estreita-se o tempo para o fim do ano lectivo. É muito o que idealmente se desejaria fazer com os alunos e menor a disponibilidade de energia para o conseguir. Da parte dos alunos também há saturação e cansaço. E não pouca ansiedade nos que têm de apresentar-se a exames nacionais. Os pais/encarregados de educação que acompanham os seus educandos não escapam igualmente aos efeitos da “época”, facto que, em casos mais sensíveis, atrapalha os estudantes aplicados.

Serenidade e alguma frieza, capacidade de programação e racionalidade são, por esta altura e nos tempos próximos, especialmente desejáveis.

Os alunos trabalhadores e acompanhados são tão capazes como sempre foram, e os exames são, para os que pensam como eu, requisitos necessários, para diversos efeitos, por motivos vários, desde logo equidade e responsabilização.

Porfiemos, O esforço dará frutos. Evitemos pressões desestabilizadoras e estudo pela goela abaixo em cima da hora. Em algumas escolas o excesso de zelo traduz-se no abuso de fazer horários para dar aulas para além da data legal do seu término, na semana e pouco até aos exames, como se fosse possível dar nesse curto intervalo de tempo o que não se deu em centenas de aulas de disciplinas bienais ou trienais. Apoio aos alunos é outra coisa, e deve revestir formas mais sérias e eficazes.

Infelizmente, há muitos alunos que não estão bem preparados. Mas aí os exames também deviam cumprir uma função útil, por reveladores de responsabilidades que temos dificuldade em assumir, nós: ministério da pasta, departamentos universitários de educação e psicologia, escolas, professores, alunos, pais...

José Batista d’Ascenção

Sem comentários:

Enviar um comentário